O Banco Mundial prevê que a economia angolana cresça 4,5 por cento em 2026, uma revisão de 2,1 pontos percentuais face aos 2,4% estimados em junho. A atualização consta do relatório Africa Economic Update, divulgado em Washington.

A melhoria reflete o desempenho do primeiro semestre, período em que a instituição calcula uma expansão de 7,2 por cento. A indústria transformadora, as comunicações e o comércio destacam-se entre os motores da atividade não petrolífera, acompanhados por uma recuperação de 3% na produção de petróleo.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística reforçam este cenário: no segundo trimestre, o PIB avançou 8,74% face ao mesmo período do ano anterior.

Esta nova projeção supera os 2,3 por cento apontados pelo Fundo Monetário Internacional em maio, quando pesavam nas perspetivas a contenção da despesa pública e a redução estrutural das receitas petrolíferas.

O desafio que se coloca agora à economia angolana, que deverá crescer mais do que a África do Sul, a Namíbia e Moçambique, por exemplo, será prolongar a aposta no dinamismo dos setores não petrolíferos e transformar a aceleração económica numa trajetória duradoura de diversificação da economia.