O ministro da Energia e Águas de Angola, João Baptista Borges, iniciou esta terça-feira, 27 de Outubro, uma missão internacional à Coreia do Sul, China e Omã, destinada a mobilizar investimentos, reforçar parcerias estratégicas e acelerar a modernização dos sectores energético e hídrico angolanos.
A iniciativa, conduzida pessoalmente por João Baptista Borges, integra a estratégia do executivo de João Lourenço de diversificação das fontes de financiamento e de reforço da diplomacia económica, procurando atrair tecnologia, conhecimento e capitais internacionais para projetos estruturantes.
A primeira etapa da deslocação decorre na Coreia do Sul, onde o ministro visitou a Hanwha Qcells, uma das empresas internacionais de referência no desenvolvimento de soluções de energia solar. Acompanhado pelo embaixador angolano em Seul, Sianga Abílio, pelo presidente do Conselho de Administração da ENDE, Pedro Buca, e por altos responsáveis do Ministério, João Baptista Borges conheceu as mais recentes soluções fotovoltaicas da empresa e analisou a possibilidade da sua aplicação em Angola.

Durante os contactos, foi manifestado interesse no estabelecimento de uma parceria com o país, que poderá traduzir-se em investimentos nas energias renováveis, transferência de tecnologia e formação de quadros angolanos.
A agenda do ministro contempla ainda reuniões com instituições governamentais e grupos empresariais sul-coreanos, com particular incidência na produção, transporte e distribuição de eletricidade, armazenamento energético e digitalização das redes.
A missão prosseguirá na China e em Omã, dois mercados considerados relevantes para o estabelecimento de novas parcerias económicas e tecnológicas.
Com esta iniciativa, João Baptista Borges procura criar condições para acelerar a expansão das infraestruturas energéticas e de abastecimento de água, melhorar a qualidade dos serviços e reforçar a segurança energética do país.
A aposta constitui igualmente um instrumento de apoio à industrialização, à diversificação da economia e à competitividade de Angola, colocando os sectores da energia e das águas no centro da estratégia de desenvolvimento nacional.

















