A ex-ministra espanhola e atual presidente da Fundação CEOE, Fátima Báñez, viajava num dos comboios acidentados esta quarta-feira em Toledo, segundo confirmou a própria confederação patronal. A antiga governante do executivo de Mariano Rajoy ainda não foi localizada, enquanto as equipas de emergência continuam a trabalhar no local. Báñez seguia a caminho de Sevilha, onde ia participar num evento da Confederação de Empresários da Andaluzia.
O presidente da Câmara de Sevilha, José Luis Sanz, confirmou também a informação e disse que, até ao momento, não tinha sido possível localizá-la. Sem notícias sobre o paradeiro da ex-ministra, o marido deslocou-se à zona do acidente. A CEOE publicou na rede social X uma mensagem em que diz aguardar notícias de Báñez e manifesta consternação com o acidente.
Natural de Huelva, Fátima Báñez, de 59 anos, foi a primeira titular da pasta de Emprego e Segurança Social e é a ministra que mais tempo ocupou o cargo, entre 2011 e 2018, nos governos do Partido Popular.
A colisão entre dois comboios de alta velocidade poderá ter causado 50 mortos e , pelo menos, 179 feridos. O acidente ocorreu pouco antes das 9h locais (8h em Lisboa), perto da estação de Urda, e envolveu dois comboios que faziam a ligação entre Madrid e Sevilha. Num deles, da operadora Iryo, seguiam cerca de 147 passageiros, incluindo um bebé; no outro, da Renfe, mais de 397 pessoas.
As primeiras hipóteses apontam para um possível erro humano no centro de controlo de Atocha, que terá autorizado a marcha do AVE apesar de o comboio da Iryo estar parado na via após uma falha no sistema de segurança.
É o segundo acidente ferroviário grave este ano em Espanha, depois de, a 18 de janeiro, terem morrido 46 pessoas em Adamuz, Córdoba.
















