A embarcação de borracha encontrada na madrugada deste domingo, 6 de setembro, na Praia da Foz, junto à Aldeia do Meco, poderá estar relacionada com tráfico de droga ou contrabando de combustível por via marítima. É essa uma das pistas que ganha força depois de a GNR e a Polícia Marítima terem afastado, até ao momento, a existência de qualquer desembarque de migrantes na zona.
O alerta foi dado por um pescador, levando meios da Polícia Marítima e posteriormente da GNR ao local. A embarcação acabou apreendida e ficou à guarda da autoridade marítima.
Durante as diligências surgiu a indicação de que entre 20 e 30 pessoas teriam sido vistas nas proximidades. Mas nenhum dos testemunhos recolhidos pelas autoridades confirmou essa informação. A GNR e Polícia Marítima sublinham ainda que a investigação não permite afirmar que tenha ocorrido qualquer desembarque de migrantes.
O dado mais relevante surge, porém, dos indícios recolhidos no terreno. Segundo as duas forças, o cenário apresenta semelhanças com várias operações já detetadas ao longo da costa portuguesa, associadas ao tráfico de estupefacientes por mar e à circulação clandestina de combustível. Casos semelhantes já resultaram na detenção de portugueses e estrangeiros e na apreensão de quantidades consideráveis de droga e combustível.
As autoridades mantêm agora um dispositivo conjunto de investigação e vigilância terrestre, marítima e aérea para apurar quem utilizou a embarcação, de onde veio e qual a verdadeira natureza da operação que terminou na costa do Meco.

















