Os potenciais compradores norte-americanos da participação de 16,38% da SAD do Sport Lisboa e Benfica atualmente detida por José António dos Santos, conhecido como o “Rei dos frangos”, encaram a hipótese de criar uma sociedade-veículo autónoma para ultrapassar as dificuldades legais e estatutárias que poderão impedir a concretização do negócio.
A possibilidade está a ser analisada numa altura em que o Benfica avalia mecanismos jurídicos para travar a operação, invocando normas internas da SAD que limitam a entrada de investidores com participações ou interesses relevantes noutras estruturas desportivas. Segundo a imprensa económica portuguesa, o clube da Luz admite recorrer às mesmas cláusulas estatutárias que no passado já serviram para bloquear a entrada de outros investidores internacionais.
No centro da discussão surge o grupo investidor norte-americano interessado na compra da posição acionista de José António dos Santos. O grupo possui ligações a outros projetos desportivos internacionais, caso do Veneza, situação que poderá ser utilizada pelo Benfica como fundamento jurídico para dificultar ou mesmo impedir a transação.
Perante este cenário, fontes próximas dos investidores admitem a criação de uma estrutura societária distinta, juridicamente separada das restantes participações desportivas do grupo. O objetivo passaria por apresentar um veículo financeiro autónomo, sem ligação formal direta aos atuais ativos desportivos dos investidores, tentando assim contornar os obstáculos legais e regulamentares levantados pela SAD benfiquista.
A operação, que envolve cerca de 3,7 milhões de ações da Benfica SAD e poderá ultrapassar os 30 milhões de euros, continua a provocar forte polémica dentro do universo encarnado. Entre sócios e antigos dirigentes cresce o receio de que estruturas financeiras complexas possam dificultar a transparência sobre quem controlará efetivamente uma participação considerada estratégica no capital da SAD.
















