A Receita Federal dos Estados Unidos (IRS, na sigla em inglês) está proibida de prosseguir auditorias contra o presidente norte-americano, Donald Trump, a sua família e empresas, relativas a processos pendentes até 18 de maio de pagamento de impostos. A decisão surgiu de um acordo entre o IRS e o Departamento de Justiça.

O acordo foi assinado pelo procurador-geral interino, Todd Blanche, e publicado no site do Departamento de Justiça esta terça-feira, 19. No documento, lê-se que o IRS está "para sempre proibido" e "impedido" de analisar as declarações de imposto de renda de Trump, da sua família, da sua empresa e "empresas relacionadas". O acordo aplica-se a qualquer documento apresentado antes da sua celebração.

O início deste caso remonta a janeiro, quando Trump, os seus filhos, Eric e Donald Jr., e a Organização Trump apresentaram uma ação conjunta contra a agência fiscalizadora. Reivindicavam indemnizações na ordem dos 10 biliões de dólares (8.614.000.000 euros) devido à divulgação das suas declarações de imposto de renda.

Esta segunda-feira, 18, Trump retirou a ação contra o IRS em troca da criação de um fundo de 1,7 bilião de dólares (1.464.380.000.000 euros) para "compensar aliados políticos que considerem ter sido perseguidos injustamente durante o governo Biden". O fundo é muito pouco transparente, já que não existe nenhuma obrigatoriedade de divulgar publicamente a quem o dinheiro foi concedido nem porquê – apenas será entregue um relatório trimestral ao procurador-geral. A decisão está a ser contestada pela oposição, que apelida o fundo de "ultrajante", afirmou Chris van Hollen, senador no estado do Maryland.