O Brasil continua a liderar o ranking mundial de juros reais, depois de o Banco Central ter decidido manter a taxa Selic nos 13,75% ao ano. A decisão foi anunciada esta quarta-feira (4 de novembro) pelo Comité de Política Monetária (Copom).
De acordo com um levantamento da MoneYou em parceria com a Lev Intelligence, a taxa de juro real brasileira atingiu os 9,49% ao ano. O resultado coloca o país na primeira posição mundial, à frente da Turquia, que apresenta uma taxa de 7,77%, da Argentina, com 6,80%, e da Rússia, com 6,57%.
O estudo analisa 40 economias e calcula os juros reais tendo em conta as taxas de juro e as expectativas de inflação para os 12 meses seguintes. A média dos países analisados é de apenas 1,28%, bastante abaixo do resultado brasileiro.
A manutenção da Selic reflecte a preocupação do Banco Central com a evolução da inflação e as incertezas do cenário económico. Ao manter os juros elevados, a instituição procura controlar a subida dos preços e evitar que a pressão inflacionista se prolongue.
As taxas elevadas têm consequências directas para a economia. Por um lado, tornam o crédito mais caro e reduzem o consumo, ajudando a controlar a inflação. Por outro, dificultam os financiamentos, aumentam os custos das empresas e podem travar os investimentos e o crescimento económico.
O resultado reforça a posição do Brasil como uma das economias com o custo real do dinheiro mais elevado do mundo, num cenário que continua a colocar desafios às famílias, às empresas e ao crescimento do país.

















