A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência do Brasil , imposta pelo pai, Jair Bolsonaro, sofreu um golpe devastador com a revelação pública de uma crise familiar sem precedentes. A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, gravou um vídeo denunciando ter sido "apunhalada" e humilhada pelo enteado, senador pelo Rio de Janeiro.
Segundo Michelle, a hostilidade surgiu após ela criticar uma aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará, o que levou Flávio a tratá-la com desprezo, proibindo-a de interferir em decisões partidárias sob o argumento de que ela não entenderia de política.
Este conflito interno não é um caso isolado, mas o reflexo de um projeto político que enfrenta o descrédito crescente. Flávio, que se apresenta como sucessor do legado bolsonarista, está cercado por polémicas graves: desde o envolvimento no escândalo do financiamento do filme "Dark Horse" pelo Banco Master até denúncias de ligações com esquemas de corrupção e grupos criminosos ligados ao caso Marielle Franco.
O desespero da campanha é visível, com o candidato tentando apagar o seu histórico de radicalismo ao adotar, de forma errática, bandeiras de programas sociais do governo Lula. Com a sua imagem desgastada nas sondagens e a confiança dos aliados abalada pela constante descoberta de mentiras, a candidatura de Flávio Bolsonaro caminha para uma crise de legitimidade que ameaça o futuro do próprio movimento bolsonarista para 2026.

















