Os trabalhadores do canal Conta Lá continuam sem receber os salários em atraso nem a remuneração relativa ao mês de julho, agravando a crise financeira que há vários meses afeta o projeto televisivo.
A informação foi transmitida aos colaboradores pelo administrador da comissão executiva demissionária, Maurício Ribeiro, que mais uma vez garantiu estar a ser procurada uma solução para assegurar a continuidade da operação. Uma assembleia-geral está marcada para a próxima quinta-feira, dia 6, podendo revelar-se decisiva para o futuro da empresa.
A nova crise surge depois de um percurso marcado por sucessivos sobressaltos. Apresentado como um projeto inovador no panorama televisivo português, o Conta Lá nunca conseguiu afirmar-se nem conquistar sustentabilidade financeira, acumulando dificuldades que levaram à 'deserção' de um dos seus principais rostos, Sérgio Figueiredo, que abandonou entretanto o projeto, deixando-o entregue ao seu sócio Maurício Ribeiro, figura envolvida ao longo dos anos em diversas polémicas e alvo de controvérsia por episódios relacionados com a sua atividade empresarial e de gestão.
O canal, cuja audiência média diária não ultrapassa a centena de telespectadores, enfrenta assim um momento crítico, sendo que a falta de pagamento de salários volta a lançar dúvidas sobre a viabilidade do projeto, enquanto trabalhadores aguardam respostas concretas para uma situação que se arrasta e cujo desfecho poderá começar a definir-se na assembleia-geral da próxima semana, uma reunião que muitos antecipam como "mais do mesmo".

















