A Marinha pretende incluir na próxima revisão da Lei de Programação Militar a aquisição de um terceiro submarino e a substituição dos helicópteros que operam a partir das fragatas. A proposta, defendida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, deverá agora ser avaliada pelo Governo antes de seguir para discussão e votação na Assembleia da República.
A aquisição de mais um submarino permitiria reforçar a disponibilidade operacional da atual frota, composta pelos navios NRP Tridente e NRP Arpão, os dois submarinos adquiridos no 'consulado' de Paulo Portas à frente da pasta da Defesa.
Na opinião de fontes da Marinha, o facto de existirem apenas duas unidades, qualquer período prolongado de manutenção reduz substancialmente a capacidade portuguesa de vigilância, dissuasão e intervenção submarina.
A compra de novos helicópteros é apresentada igualmente como prioridade, sobretudo depois de ter sido conhecido que o polémico contrato para as três fragatas FREMM EVO, adjudicadas à italiana Fincantieri, não inclui estas aeronaves. A Marinha considera-as essenciais para missões de vigilância marítima, combate antissubmarino, busca e salvamento e projeção operacional.
A intenção abre, porém, uma nova frente financeira na modernização das Forças Armadas. Portugal já assumiu a compra das fragatas, avaliada em cerca de 3,9 mil milhões de euros, e prepara a futura substituição dos caças F-16. Um terceiro submarino e novos helicópteros representariam mais um investimento de grande dimensão.
Para já, não existe qualquer decisão de compra, nem são conhecidos modelos, fabricantes, custos, calendário ou condições de financiamento. Caberá ao ministro da Defesa, Nuno Melo, definir se acolhe estas prioridades na versão final da lei.
O debate já não será apenas militar. Perante uma lista crescente de aquisições, o Governo terá de explicar ao país quanto pretende gastar, em que ordem e com que mecanismos de fiscalização.

















