A dívida pública externa de Moçambique diminuiu 7,5% no primeiro trimestre de 2026, refletindo sobretudo a decisão do Governo de liquidar antecipadamente a totalidade da dívida junto do Fundo Monetário Internacional (FMI), numa operação avaliada em cerca de 630 milhões de euros. A redução representa um dos sinais mais visíveis da estratégia de consolidação das contas públicas seguida pelo executivo liderado por Daniel Chapo.
A opção de amortizar integralmente o financiamento do FMI foi apresentada pelo Presidente moçambicano como uma decisão “responsável e corajosa”, destinada a reforçar a credibilidade internacional do país, reduzir encargos futuros e criar melhores condições para atrair investimento estrangeiro. O governo garante que o pagamento foi efetuado com recurso às reservas internacionais, sem comprometer o funcionamento do Estado nem o financiamento das despesas públicas.
A evolução dos indicadores da dívida é encarada por vários analistas como um reflexo de uma gestão orçamental mais criteriosa e prudente por parte do executivo de Daniel Chapo, que tem colocado a estabilidade macroeconómica entre as suas prioridades. Ainda assim, especialistas sublinham que o desafio passa agora por transformar essa disciplina financeira em crescimento económico sustentado, criação de emprego e melhoria das condições de vida da população.

















