Marco Rubio, de 54 anos, revelou que Cuba aceitou a oferta dos Estados Unidos, no valor de 100 milhões de dólares. O secretário de Estado norte-americano mostrou-se, no entanto, cauteloso, admitindo não ter a certeza se Washington aceitará as condições impostas por Havana.

"Eles dizem ter aceitado. Veremos se tal significa que isto vai funcionar", declarou Rubio, à comunicação social, na sua cidade natal, Miami. Cuba, por sua vez, limitou-se a declarar publicamente que estava a considerar a oferta, sem confirmar o respetivo sim. O secretário de Estado norte-americano deixou ainda um aviso claro sobre as condições da ajuda. "Não vamos fornecer ajuda humanitária que caia nas mãos dos militares. Eles, depois, apoderam-se desses bens, vendem-nos em lojas de artigos a um dólar e metem o dinheiro ao bolso."

A tensão entre os dois países intensificou-se esta semana após os Estados Unidos terem acusado o ex-presidente cubano, Raúl Castro, de 94 anos, por homicídio, num caso que remonta há mais de três décadas. O caso gerou especulações sobre uma eventual intervenção militar norte-americana na ilha, à semelhança do que aconteceu em janeiro com o então líder venezuelano, Nicolás Maduro, capturado em Caracas e atualmente detido nos EUA.

Rubio, ele mesmo de origem cubana e feroz crítico do governo comunista, garantiu que os Estados Unidos privilegiam uma solução diplomática, mas deixou a porta aberta para outras opções. "O presidente Trump tem ainda a possibilidade de fazer tudo o que for necessário para apoiar e proteger os interesses nacionais dos Estados Unidos."