O grupo Ikea vai eliminar 850 postos de trabalho em vários países para simplificar a organização e cortar custos. A decisão surge numa altura em que a multinacional sueca enfrenta uma quebra significativa nos lucros e procura tornar-se mais competitiva.

Segundo a empresa, vão ser eliminados cerca de 300 dos postos de trabalho na Suécia, país de origem da multinacional. O objetivo passa por reduzir a complexidade da estrutura interna e acelerar os processos de decisão. O diretor financeiro do grupo, Henrik Elm, admitiu que a organização se tornou “demasiado complexa e fragmentada”, dificultando a capacidade de adaptação às exigências atuais do mercado.

A medida surge depois de o grupo ter registado uma queda de 32% no lucro líquido no exercício fiscal de 2024/25, terminado em agosto. Os resultados fixaram-se nos 1,5 mil milhões de euros.

Também o grupo Ingka, responsável pela maioria das lojas Ikea em regime de franchising, já tinha anunciado anteriormente a eliminação de cerca de 800 postos de trabalho no âmbito de um plano de redução de custos.

Em Portugal, a Ikea confirmou que tem vindo a ajustar a estrutura da empresa às mudanças implementadas a nível global, sem avançar se haverá impacto direto nos trabalhadores portugueses.