A Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou os protocolos para a resposta a casos suspeitos de ébola em Portugal, designando os hospitais Curry Cabral e Dona Estefânia, em Lisboa, e São João, no Porto, como unidades de referência para o tratamento de doentes.
A nova orientação, assinada pela diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, surge na sequência do surto de ébola em curso na República Democrática do Congo e segue recomendações da Organização Mundial da Saúde e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.
Apesar de o ECDC considerar “muito baixo” o risco de infeção para quem vive na Europa, a DGS reforça a necessidade de deteção precoce e preparação para eventuais casos importados.
Segundo o documento, devem ser considerados suspeitos os doentes com febre superior a 38 graus associada a sintomas como náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal ou hemorragias, desde que tenham estado em zonas com circulação do vírus.
Nestes casos, os profissionais de saúde devem contactar de imediato a DGS, que valida a suspeita e aciona o INEM para o transporte seguro do doente, cabendo ao Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge confirmar o diagnóstico laboratorial.
A orientação determina ainda isolamento físico imediato do caso suspeito, em espaço ventilado e com acesso controlado, até à chegada das equipas de emergência.
O Curry Cabral e o São João receberão doentes adultos, enquanto o Dona Estefânia ficará responsável por crianças e jovens, todos encaminhados para unidades de isolamento de doenças infecciosas de alta consequência.
A DGS aconselha ainda os viajantes para zonas afetadas a realizarem consulta do viajante, seguro e automonitorização durante 21 dias após o regresso. Na República Democrática do Congo já morreram 246 pessoas e foram reportados mais de mil casos suspeitos.

















