O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, de 44 anos, oficializou a sua pré-candidatura para disputar um terceiro mandato nas eleições presidenciais de 2027. A decisão foi anunciada pelo partido Nuevas Ideas e tornou-se possível após uma reforma constitucional aprovada pelo congresso, dominado por aliados do chefe de Estado.

A reforma eliminou os limites para a reeleição presidencial, encurtou o atual mandato para sincronizar o calendário eleitoral e abriu caminho para que Bukele permaneça na presidência até 2033, caso vença as próximas eleições. O atual vice-presidente, Félix Ulloa, também apresentou a sua pré-candidatura para integrar a mesma chapa.

A aprovação das mudanças constitucionais gerou críticas da oposição e de organizações internacionais, que alertam para riscos ao equilíbrio democrático e à concentração de poder no Executivo. Já o governo sustenta que as alterações refletem a vontade popular e garantem estabilidade política no país.

Bukele continua a ser um dos líderes mais populares da América Latina. Grande parte desse apoio está associado à política de combate às organizações criminosas, baseada num regime de exceção e em detenções em massa, que reduziu significativamente os índices de homicídios em El Salvador.

A estratégia tornou-se uma referência para alguns líderes e movimentos políticos de direita na região, embora também seja alvo de críticas de entidades de direitos humanos, que denunciam alegadas detenções arbitrárias e restrições a liberdades fundamentais.

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