Portugal foi o Estado-membro da União Europeia (UE) onde os preços da habitação mais aumentaram em termos homólogos no primeiro trimestre de 2026, ao registarem uma subida de 17,8% face ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados esta quinta-feira, dia 2, pelo Eurostat. Na comparação com o trimestre anterior, o País apresentou também a segunda maior subida da União, com um aumento de 3,8%, apenas superado pela Bulgária.
O desempenho português contrasta com a evolução média da UE, onde os preços das casas cresceram 5,1% em termos homólogos e 1,2% em cadeia. Na zona euro, o aumento foi de 5,4% face ao primeiro trimestre de 2025 e de 1,4% em relação aos três meses anteriores.
Entre os Estados-membros, depois de Portugal, os maiores aumentos homólogos foram registados na Bulgária (14,8%), Eslováquia (14,4%) e Croácia (14,3%). Em sentido contrário, a Finlândia foi o único país a registar uma descida dos preços da habitação em termos anuais, de 1,9%. Na comparação trimestral, apenas quatro países registaram recuos, com a Finlândia a apresentar a maior quebra.
Os números do Eurostat confirmam a persistência da pressão sobre o mercado imobiliário português, apesar da desaceleração da atividade. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, no primeiro trimestre, o índice de preços da habitação aumentou 17,8%, enquanto o número de transações diminuiu 8,7% em termos homólogos, evidenciando um mercado com menor volume de vendas, mas ainda marcado por fortes valorizações dos imóveis.

















