O governo alemão anunciou esta quinta-feira, dia 2, um pacote alargado de reformas para responder à crise económica que tem travado a maior economia europeia, com medidas nas pensões, fiscalidade, competitividade, mercado de trabalho e poder de compra.
O chanceler Friedrich Merz, de 70 anos, apresentou o plano como uma tentativa de recuperar crescimento, confiança empresarial e capacidade de resposta do Estado, num contexto de estagnação prolongada e pressão sobre as finanças públicas.
Entre as medidas anunciadas estão cortes no imposto sobre o rendimento para famílias de baixos e médios rendimentos, estimados em cerca de 10 mil milhões de euros por ano. Segundo Merz, a redução da carga fiscal sobre a classe média será compensada por um agravamento da tributação dos rendimentos mais elevados, com a taxa máxima a subir de 45% para 47%. Uma família com rendimento anual de 60 mil euros poderá beneficiar de uma poupança aproximada de 600 euros.
O pacote inclui ainda uma reforma do sistema de pensões, com a idade da reforma a passar a acompanhar gradualmente a esperança média de vida, procurando conter o aumento das contribuições dos trabalhadores e garantir a sustentabilidade do sistema. O Executivo prevê também regras mais exigentes para baixas médicas, redução de burocracia e maior flexibilidade laboral.
Merz defendeu que a Alemanha precisa de agir para proteger o poder de compra e reforçar a competitividade, mas as propostas já enfrentam críticas de quem as considera insuficientes para relançar a economia e de quem teme maior pressão social sobre trabalhadores e pensionistas.

















