Luís Montenegro, de 53 anos, garantiu esta quarta-feira, dia 8, que a NATO saiu da cimeira de líderes, realizada em Ancara, na Turquia, com uma "unidade absoluta". O primeiro-ministro assegurou que não existiram divergências entre os aliados durante os trabalhos.

Em conferência de imprensa, o chefe do Governo afirmou que todas as intervenções refletiram "total convergência" sobre os principais objetivos da Aliança Atlântica, afastando qualquer cenário de tensão entre os Estados-membros. "Não houve nenhuma querela, nem nenhuma polémica, nas intervenções de todos os aliados", afirmou, acrescentando que, apesar de algumas "perturbações" à margem da reunião, todos os países mantiveram uma posição comum quanto aos princípios e ao funcionamento da NATO.

Luís Montenegro destacou ainda que houve consenso sobre a necessidade de reforçar o investimento europeu em Defesa, aproximando-o do esforço dos Estados Unidos, com o objetivo de fortalecer a capacidade de dissuasão, promover a paz e garantir a segurança dos cidadãos.

O primeiro-ministro adiantou também que os aliados voltaram a manifestar apoio à Ucrânia. Nesse âmbito, Portugal vai repetir, em 2026, o apoio militar e financeiro concedido nos dois anos anteriores e reforçar em mais 50 milhões de euros a participação no programa PURL da NATO, responsável pela coordenação da compra e entrega de equipamento militar a Kiev.