Luís Montenegro, de 53 anos, desvalorizou a polémica em torno dos atrasos e dificuldades na correção dos exames nacionais, esta segunda-feira, dia 13, considerando que os problemas fazem parte de um processo de mudança e rejeitando qualquer cenário de demissão do ministro da Educação, Fernando Alexandre.
À margem de uma visita a Castelo de Paiva, no distrito de Aveiro, o primeiro-ministro afirmou que, "ao longo de um percurso de mudança, há sempre imprevistos e dificuldades técnicas e alguns aproveitamentos que tentam exacerbar, e quase mesmo desejar que as coisas corram mal". O chefe do Governo AD reconheceu a existência de dificuldades, mas defendeu que o processo está a ser acompanhado e recusou alimentar a polémica.
Confrontado com a possibilidade de uma saída de Fernando Alexandre do Executivo, Montenegro foi perentório. "Mas estaria em causa alguma vez a confiança que eu tenho nos ministros!? Isso não é uma questão." O primeiro-ministro sustentou que os membros do Governo estão em funções para resolver problemas e não para se deixarem condicionar pelas dificuldades: "Os ministros, como os secretários de Estado, como o primeiro-ministro, estão no Governo para resolver problemas. Não é para se queixar dos problemas ou para esmorecer quando eles aparecem."
Sobre a ansiedade das famílias e dos alunos que aguardam os resultados dos exames, o social-democrata disse compreender a expectativa, mas criticou quem, na sua opinião, procura "assustar as pessoas" em torno de um processo que classificou como "delicado". Garantiu ainda que as correções decorrem com "muito profissionalismo" por parte dos professores e de todos os intervenientes na monitorização do sistema.
Também já esta segunda-feira, o ministro da Educação admitiu os constrangimentos registados na plataforma informática utilizada na classificação das provas. Fernando Alexandre pediu desculpa aos docentes afetados, nomeadamente aos que tiveram de corrigir "duas ou três vezes a mesma prova", assegurando, contudo, que a situação está a ser normalizada.
Segundo o ministro, cerca de 93% das provas já estavam corrigidas e existe uma bolsa de professores preparada para substituir classificadores sempre que necessário, de forma a garantir o cumprimento dos prazos.

















