A família de Rita Rebelo, uma das duas médicas portuguesas que morreram num acidente de mota em Formentera, nas ilhas Baleares, deixou um apelo para que quem viaja de motociclo não descure os equipamentos de proteção. Numa mensagem divulgada nas redes sociais, agradeceu também a presença de familiares e amigos nas cerimónias fúnebres.
Rita Rebelo e Teresa Pinheiro morreram a 22 de julho, na sequência de uma colisão entre a mota alugada em que seguiam e um táxi. O acidente ocorreu durante a manhã, na estrada entre La Savina e Es Pujols, quando as duas médicas se deslocavam na ilha espanhola. As circunstâncias exatas da colisão têm estado sob investigação das autoridades espanholas.
Na mensagem, a família recorda que Rita estava acompanhada por Teresa, “uma das suas melhores amigas”, e chama a atenção para os capacetes utilizados pelas duas jovens. “Os capacetes saíram, o que revela a sua fragilidade, a falta de segurança destes equipamentos”, refere a nota. Trata-se de uma apreciação da família, não sendo conhecida uma conclusão oficial das autoridades que estabeleça uma relação entre os capacetes e as consequências do acidente.
Rita é descrita pelos familiares como alguém particularmente preocupada com a segurança rodoviária e com a prevenção de acidentes. Segundo a nota, a médica chegou a participar em filmes e outras iniciativas de sensibilização sobre o tema, bem como em ações relacionadas com a proteção ambiental.
É nesse contexto que a família dirige uma mensagem a quem utiliza motociclos: “A todos os que gostam de viajar de mota, não facilitem nos equipamentos de segurança.” O apelo estende-se às autoridades e ao Estado espanhol, aos quais pede que sejam “muito exigentes” nesta matéria.
A família agradece ainda “a todos quantos participaram nas cerimónias fúnebres”, destacando a presença dos muitos amigos de Viseu e daqueles que se deslocaram de outras localidades. “Foi reconfortante saber que a nossa Rita a tantos tocou”, lê-se na mensagem.
Rita Rebelo era especialista de Otorrinolaringologia na Unidade Local de Saúde Estuário do Tejo. Teresa Pinheiro exercia como médica interna de Neurocirurgia na ULS de São José, em Lisboa. As duas viajavam em Formentera com um grupo de amigas quando ocorreu o acidente que lhes tirou a vida.


















