As famílias de Teresa Pinheiro, de 30 anos, e de Rita Rebelo (31) continuam à espera da chegada a Portugal dos corpos das duas médicas que morreram na quarta-feira, dia 22, num acidente rodoviário em Formentera, Espanha.
Apesar de as autópsias já terem sido realizadas, a trasladação permanece bloqueada por falta de um documento indispensável para autorizar o transporte funerário entre Espanha e Portugal, situação que poderá adiar o regresso das vítimas até quarta-feira, devido ao fim de semana, segundo o Correio da Manhã.
O processo está a ser acompanhado pelo governo português. O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, encontra-se em contacto com as autoridades espanholas e com a equipa consular no terreno, procurando acelerar os procedimentos legais para que os corpos possam ser libertados o mais rapidamente possível.
A morte das duas jovens médicas causou profunda consternação nas comunidades de origem e entre colegas de profissão. Teresa Pinheiro, natural de Travanca, Oliveira de Azeméis, era médica interna de Neurocirurgia, na ULS de São José, em Lisboa; e Rita Rebelo era especialista de Otorrinolaringologia, na ULS Estuário do Tejo.
Ambas encontravam-se de férias em Formentera com um grupo de colegas da Nova Medical School para assinalar o final de uma etapa da carreira médica.
O acidente ocorreu quando as duas seguiam numa mota alugada, que colidiu com um táxi numa estrada da ilha. As circunstâncias da colisão continuam a ser investigadas pela Guardia Civil espanhola.

















