Os Estados Unidos realizaram esta quarta‑feira, dia 8, uma nova ronda de ataques contra infraestruturas militares iranianas, numa operação que Washington descreve como essencial para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais sensíveis do mundo.

Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), foram atingidos cerca de 90 alvos distribuídos pela costa iraniana, incluindo sistemas de defesa aérea, equipamentos de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, meios navais e estruturas de apoio logístico. As autoridades americanas afirmam que o objetivo é reduzir a capacidade do Irão de lançar ataques contra navios civis.

Na província de Khuzestan, o vice‑governador, Valiollah Hayati, confirmou que três pessoas morreram e várias ficaram feridas na sequência de um ataque na periferia de Ahvaz, informação avançada pela agência estatal Irna.

O presidente norte‑americano, Donald Trump, afirmou que o cessar‑fogo informal estabelecido no mês passado entre os dois países está “terminado”, acusando Teerão de violar repetidamente os compromissos assumidos.

Trump garantiu que os EUA continuarão a agir militarmente caso o Irão mantenha operações que coloquem em risco o tráfego marítimo internacional.

A nova ofensiva surge depois de três navios comerciais terem sido atingidos no Estreito de Ormuz entre segunda e terça‑feira. O Catar e a Arábia Saudita atribuíram dois desses incidentes ao Irão, apesar de o cessar‑fogo ainda estar, tecnicamente, em vigor. Washington classificou os ataques como “inaceitáveis” e uma ameaça direta à segurança marítima global.

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