A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) reagiu esta quinta-feira ao anúncio de Cristiano Ronaldo, que deixa a Seleção Nacional, e garante que o adeus do capitão não se fará sem tributo. Num comunicado intitulado “Obrigado, Capitão!”, a direção presidida por Pedro Proença afirma ser sua “firme e enorme vontade” organizar uma homenagem “à altura da imensa carreira” do avançado, em que “os adeptos e o país possam aplaudir e celebrar, mais uma vez, o jogador que tanto nos deu”.

A federação descreve Ronaldo como “um líder inspirador, um exemplo de dedicação e o símbolo máximo da alma da nossa Seleção” e vai mais longe: para muitos, escreve, é “o melhor jogador de todos os tempos”. O comunicado recorda as 234 internacionalizações e os 146 golos do capitão, que “carregou o País aos ombros”. Fecha com uma promessa e um desafio: “Esta será sempre a tua casa! Vamos ao golo 1000”.

Ronaldo anunciou a decisão esta manhã num vídeo de cerca de cinco minutos publicado nas redes sociais. Despede-se ao fim de 23 anos de seleção, iniciados em agosto de 2003, e garante que sai “de cabeça levantada” e que “Portugal estará sempre em mim”. Com a camisola das quinas, conquistou o Europeu de 2016 e duas Ligas das Nações, em 2018/19 e 2024/25.

A despedida chega na véspera de Jorge Jesus divulgar os convocados para a Liga das Nações, marcada para sexta-feira, e fecha um mês de guerra aberta com o selecionador. No fim de setembro, Ronaldo abandonou o estágio da seleção em Copenhaga, depois de ter ficado no banco sem jogar na vitória por 2-1 na Noruega, e foi suspenso provisoriamente pela FPF. No início de outubro, num longo comunicado, acusou Jorge Jesus de lhe ter faltado à palavra, mas garantiu então que não se retiraria da seleção. Pedro Proença, que já o tinha convencido a ficar depois do Mundial, defendia desde então o regresso do capitão.

Créditos: Federação Portuguesa do Futebol