Mais de 30 mil funcionários públicos angolanos estão sob suspeita de constituírem casos de trabalhadores «fantasmas», depois de um processo de atualização cadastral ter identificado milhares de situações irregulares na Administração Pública.
A informação foi avançada pela ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Rodrigues Dias, durante a apresentação do Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos da Função Pública (SINGERH).
Dos mais de 388 mil funcionários cujos dados foram transferidos para o novo sistema de gestão financeira do Estado, apenas cerca de 7 por cento, correspondentes a aproximadamente 30 mil trabalhadores, apresentavam informações devidamente atualizadas.
Entre as irregularidades identificadas encontram-se funcionários cujo paradeiro é desconhecido, ausência de documentos de identificação, falta de comprovativos de vínculo ao Estado, duplicação de registos e situações de trabalhadores reformados ou falecidos que continuam nas bases de dados.
A ministra esclareceu que os casos identificados serão sujeitos a procedimentos administrativos e que os funcionários em situação irregular poderão ter de comprovar a sua condição junto dos serviços responsáveis.
O Governo pretende acelerar a atualização cadastral e reforçar os mecanismos de controlo da despesa pública, através da digitalização dos processos e de uma maior articulação entre os organismos do Estado.
O novo sistema permitirá ainda gerir eletronicamente férias, licenças, transferências, promoções e avaliações de desempenho.
A iniciativa representa um passo importante no combate às irregularidades administrativas e na modernização da Função Pública angolana.

















