A despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos atingiu um valor recorde de 4 mil e 417 milhões de euros em 2025, segundo dados do Infarmed divulgados esta terça-feira, dia 19. Nos hospitais, os gastos ultrapassaram pela primeira vez os 2 mil e 500 milhões de euros, o que representa um aumento de 11,2% face ao ano anterior.

No ambulatório, o SNS gastou 1.893,8 milhões de euros na comparticipação de medicamentos, mais 12,4% do que em 2024, num ano em que foram dispensadas 203,9 milhões de embalagens. Os antidiabéticos continuam a representar os maiores encargos para o Estado, com uma despesa de 478,9 milhões de euros.

Entre os medicamentos com maior subida de custos destaca-se o Apixabano, utilizado para prevenir a formação de coágulos, cuja despesa aumentou 70,9%, atingindo os 66,6 milhões de euros.

A oncologia manteve-se como a área terapêutica com maior peso nos gastos hospitalares, somando 864,5 milhões de euros, mais 16% do que no ano anterior. O relatório destaca ainda o aumento de 34,1% na despesa com medicamentos órfãos para doenças raras, bem como a comparticipação a 100% das bombas de insulina destinadas a utentes do SNS.