Os doentes classificados como urgentes no Hospital Amadora-Sintra esperavam, esta quarta-feira, dia 2, 10 horas e 52 minutos pela primeira observação médica, segundo dados do portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
O tempo de espera era também elevado noutros hospitais de Lisboa e Setúbal, com sete horas e cinco minutos no Santa Maria e seis horas e 39 minutos no Garcia de Orta. No Grande Porto, os tempos médios eram inferiores a uma hora.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, de 60 anos, já tinha alertado para a forte pressão nas urgências de Lisboa e Vale do Tejo, apontando a falta de médicos e enfermeiros e o elevado número de pessoas sem médico de família como algumas das principais causas.
Para os doentes com pulseira amarela, considerados urgentes, o tempo de espera recomendado é de até 60 minutos. No Amadora-Sintra, o valor registado ultrapassava esse limite em quase dez horas.

















