O aumento dos preços da habitação em Portugal é um dos problemas "mais estruturais" do País e deverá demorar tempo a resolver. O alerta foi deixado esta quarta-feira, dia 23, pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, que defendeu ser necessário "aumentar muito a oferta" de casas.
Durante uma audição parlamentar sobre a venda de património imobiliário do Estado com aptidão habitacional, o governante considerou que o problema não está sobretudo no aumento da procura, mas na falta de oferta existente no mercado.
"A subida dos preços da habitação é um problema dos mais estruturais que o País tem”, afirmou Miranda Sarmento, lembrando que o agravamento se tornou particularmente significativo a partir de 2016 e 2017.
Segundo o ministro, será necessário tempo até que o crescimento do preço das casas se aproxime dos níveis da inflação. Para isso, defendeu que Portugal precisa de "aumentar muito a oferta".
Miranda Sarmento apontou três áreas de intervenção do Governo: reforço da habitação pública, incentivos ao mercado de arrendamento e estímulos à construção de novas casas. Entre as medidas referidas estão a redução do IRS no arrendamento, a simplificação dos licenciamentos e alterações fiscais destinadas a baixar os custos de construção.
O ministro adiantou ainda que a meta de habitação pública foi aumentada das 26 mil casas inicialmente previstas para 59 mil até ao final da década.
















