Os preços na produção industrial subiram 5,8% em julho, em termos homólogos, reacendendo os receios de que as pressões inflacionistas possam voltar a ganhar força. Energia e bens intermédios lideraram a subida, mas o movimento começa também a chegar aos bens de consumo e de investimento.
O indicador merece atenção porque os preços na produção funcionam frequentemente como um sinal antecipado da evolução dos preços pagos pelos consumidores. Quando aumentam de forma persistente os custos da energia, das matérias-primas ou dos produtos intermédios utilizados pelas empresas, parte dessa subida acaba frequentemente transferida para o preço final.
A energia continua a desempenhar um papel particularmente relevante. Em julho, os preços deste segmento aumentaram 15,8% face ao mesmo mês do ano anterior.
Depois de um período em que a inflação parecia estar mais controlada, os novos números mostram que o problema está longe de poder ser considerado definitivamente ultrapassado. Se a tendência persistir, poderá complicar as decisões do Banco Central Europeu sobre juros e travar o alívio esperado pelas famílias com créditos à habitação.

















