A jurista sul-africana Navanethem Pillay, de 85 anos, foi distinguida com o Prémio Nobel da Paz de 2026, esta sexta-feira, dia 9, anunciou o Comité Nobel Norueguês, em Oslo. A decisão reconhece uma carreira dedicada à defesa dos direitos humanos e ao combate à impunidade dos crimes mais graves previstos no direito internacional.
O comité destacou a “coragem e integridade excecionais” de Pillay na defesa da justiça internacional, nomeadamente pelos esforços para garantir que os responsáveis por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio sejam julgados, mesmo perante fortes pressões políticas.
Conhecida como Navi Pillay, a jurista nasceu em Durban, na África do Sul, em 1941, e construiu uma carreira marcada pela luta contra a discriminação racial durante o regime do apartheid.
Entre 2008 e 2014, desempenhou as funções de alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Anteriormente, foi juíza do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda e integrou o Tribunal Penal Internacional.
Mais recentemente, presidiu à Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre os territórios palestinianos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, e Israel.
A distinção reconhece o contributo de Pillay para a responsabilização judicial por atrocidades e para o reforço do direito internacional.
O Nobel da Paz será entregue a 10 de dezembro, em Oslo, numa cerimónia que assinala o aniversário da morte de Alfred Nobel.
Créditos: @emlundo_es

















