O Papa Leão XIV discursou esta manhã de segunda-feira, dia 8, no parlamento espanhol, em Madrid, no terceiro dia da visita oficial (e de sucesso) ao país – ainda ontem, a missa teve um milhão de pessoas. Na primeira vez que um Pontífice discursou no congresso, abordou a integração de imigrantes e defendeu a vida humana.
O parlamento espanhol recebeu o Papa com longos aplausos. O Pontífice agradeceu o convite: "A minha presença ante vós é um gesto de proximidade para com a Espanha."
Mais uma vez, Leão XIV falou sobre imigração, reforçando que ninguém deve ser rejeitado "pelas suas origens ou situação económica": "O trágico drama migratório interpela hoje a consciência das nações e o fundamento ético da ordem internacional. Homens, mulheres e crianças são obrigados, por circunstâncias muitas vezes dramáticas, a partir das suas comunidades e deixar atrás seres queridos, histórias e vínculos. Esta realidade extravasa qualquer leitura puramente demográfica: é uma questão eminentemente moral e jurídica."
Mais à frente, o Pontífice defendeu: "Nenhuma nação pode enfrentar sozinha um desafio desta magnitude. É indispensável uma resposta coordenada, solidária e eficaz, no quadro da uma cooperação regional e multilateral."
Numa nota dirigida aos mais vulneráveis, Leão XIV sublinhou a importância da vida: "Toda a vida humana deve ser reconhecida, em cada circunstância da sua existência. Quando isso não acontece os mais vulneráveis são os mais afetados e a lei perde o seu significado mais profundo: proteger cada pessoa."
Leão XIV está no terceiro dia da visita oficial a Espanha, que se estende até sexta-feira, dia 12. É a primeira viagem de um papa a território espanhol em 15 anos e foi a primeira vez que um chefe da Igreja Católica discursou no parlamento.

















