Luís Neves, de 61 anos, defendeu este domingo, dia 25, a atuação da PSP nas manifestações pela habitação, em Lisboa e no Porto, garantindo que o Corpo de Intervanção agiu dentro da lei e rejeitando qualquer intervenção desproporcionada. Apesar de lamentar os feridos e reconhecer a legitimidade da luta pelo direito à habitação, o ministro da Administração Interna negou a existência de cargas policiais.
Em declarações aos jornalistas, em Celorico de Basto, à margem das comemorações do Dia Distrital dos Bombeiros de Braga, Luís Neves esclareceu que as intervenções foram decididas pela própria PSP, sem qualquer ordem política.
"Nenhuma força de segurança precisa de indicações para cumprir a lei. Cada força de segurança tem a sua autonomia técnica, tática e operacional", garantiu.
O ministro justificou a intervenção com a necessidade de restabelecer a ordem pública perante situações de ilegalidade, nomeadamente a ocupação do espaço público. "Quando existe uma violação da lei, é normal, é aceitável, é desejável que tudo se faça para que essa ordem pública seja reposta», sustentou, defendendo que o espaço público "tem de ser usufruído por todos".
Confrontado com as críticas à violência policial, Luís Neves rejeitou qualquer excesso na atuação dos agentes. "Acompanhei a ação. Só vi, uma única vez, face a uma manifesta oposição, a que um bastão tenha sido utilizado", assegurou, erradamente – nas imagens televisivas desta madrugada no Rossio, é notório os agentes da PSP a utilizarem várias vezes o bastão.
"O que eu vi, e acho que vimos todos, foi força física para fazer cumprir a lei e o Estado de direito", concluiu o ministro do MAI, rodeado por jornalistas..

















