A cadeia hoteleira espanhola Meliá anunciou a saída da gestão de 15 hotéis em Cuba, cedendo à crescente pressão das sanções impostas pela administração de Donald Trump contra empresas estrangeiras ligadas ao conglomerado militar cubano GAESA. A decisão, comunicada através da filial portuguesa Ilha Bela, representa mais um duro golpe para o já fragilizado setor turístico da ilha.
A medida surge apenas um dia depois da espanhola Iberostar ter igualmente abandonado a gestão de 12 unidades hoteleiras em território cubano, num movimento que poderá desencadear um efeito dominó entre operadores internacionais.
Segundo a Meliá, o impacto financeiro será limitado, já que muitos dos hotéis abrangidos se encontravam já encerrados devido à quebra da procura turística e aos persistentes problemas energéticos que afetam Cuba. Ainda assim, a decisão simboliza o agravamento das dificuldades económicas da ilha e o receio crescente das empresas estrangeiras perante a ameaça de sanções norte-americanas.
A Meliá mantém presença significativa em Cuba há décadas e continua a operar outros hotéis não abrangidos pelas restrições.

















