O incêndio que deflagrou no concelho de Vouzela, na madrugada de quinta-feira, dia 2, continua a ser o mais preocupante do País, embora a frente considerada mais crítica, em Campia, tenha começado a dar sinais de cedência ao final deste sábado. Ainda assim, as autoridades alertam que o fogo permanece ativo e sem previsão para ser dominado.
O incêndio, que já consumiu mais de 13 mil hectares, alastrou aos concelhos de Oliveira de Frades, Tondela e Águeda, mobilizando mais de 1.300 operacionais e centenas de viaturas. Durante o dia, registaram-se dois feridos ligeiros no concelho de Vouzela - um bombeiro, por inalação de fumos, e um civil, com um traumatismo num membro inferior - aos quais se junta um sapador florestal, assistido em Oliveira de Frades, devido à inalação de fumo.
No reforço do combate às chamas, chegaram a Portugal 120 bombeiros espanhóis, acompanhados por 45 veículos, no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. Já os dois aviões anfíbios Canadair, enviados por Itália, aterraram em Beja para integrar as operações.
O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, alertou ainda para a possibilidade de "trovoadas secas" e de vento forte nos próximos dias, fatores que poderão agravar o comportamento dos incêndios. Também o ministro da Administração Interna, Luís Neves, admitiu prolongar o estado de alerta, sublinhando que "vêm aí períodos ainda muito graves", marcados pela persistência de temperaturas elevadas.

















