O PSD e o núcleo político de Luís Montenegro procuram desvalorizar as críticas e sinais de desconforto vindos de Pedro Passos Coelho, transmitindo uma imagem de serenidade e confiança num momento em que o partido prepara a consolidação da liderança do primeiro-ministro.
Apesar do ambiente entre os sociais-democratas próximos de Montenegro ser de aparente tranquilidade, o 24Horas sabe que as intervenções e reservas atribuídas ao antigo líder, embora vistas para fora como “ruídos menores”, têm causado alguma perturbacao na atual estratégia política do partido, ainda por cima que a tendência das últimas sondagens mostram o PS na dianteira, e o Chega a resistir aos vaticínios que davam o partido de André Ventura como "um fenómeno episodico".
As recentes aparições de Passos Coelho, que têm a marcado o debate político na véspera das eleições do PSD, alimentam logicamente leituras sobre eventuais divergências quanto ao posicionamento do partido e à gestão da relação com o Chega.
Embora Luís Montenegro tente alhear-se das polémicas, fugindo a entrar num braço-de-ferro com o ex-primeiro-ministro, é visível algum desconforto junto de alguns sectores do PSD, para quem as palavras de Passos continuam a ter peso simbólico e influência.
Razão essa que leva a direção montenegrista a apostar numa estratégia simples: tentar não amplificar as divergências internas e evitar que o antigo líder condicione o ciclo político que Montenegro procura afirmar como de estabilidade e afirmação governativa.

















