O sistema de pagamentos instantâneos Kwik (Kwanza Instantâneo) continua a afirmar-se como um dos principais motores da digitalização financeira em Angola. No primeiro semestre de 2026, a plataforma movimentou 557 mil milhões de kwanzas, um crescimento de 62 por cento face ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), divulgados pelo jornal Expansão.
Entre janeiro e junho, o sistema registou mais de 8,7 milhões de operações, permitindo a realização de transferências em segundos através do número de telemóvel, IBAN, endereço de correio eletrónico ou alcunha ("nickname"), sem necessidade de recorrer a dinheiro físico. Desde a sua entrada em funcionamento, em outubro de 2023, o Kwik já processou cerca de 1,3 biliões de kwanzas e ultrapassou 58,5 milhões de transações, refletindo a crescente adesão de particulares e empresas a este meio de pagamento.
Criado pelo Banco Nacional de Angola (BNA), o Kwik integra a estratégia de modernização do sistema financeiro nacional e de promoção da inclusão financeira, permitindo a interoperabilidade entre bancos e prestadores de serviços de pagamento. A expansão da plataforma está também a ser impulsionada pelo programa "Kwik nos Mercados", lançado este ano para promover a utilização dos pagamentos digitais junto de comerciantes e consumidores dos mercados informais.
O crescimento do Kwik acompanha uma tendência mais ampla de digitalização dos pagamentos em Angola, onde os meios eletrónicos assumem um peso cada vez maior nas transações financeiras. Especialistas consideram, contudo, que a consolidação deste processo dependerá do reforço da literacia digital, da segurança cibernética e da confiança dos utilizadores nas novas soluções de pagamento.

















