A Mota-Engil decidiu separar o negócio da mineração das restantes áreas do grupo e criou uma nova empresa dedicada a esta atividade, numa altura em que admite a possibilidade de receber novos investidores.
A nova sociedade chama-se Mota-Engil Mining Services e vai reunir os 11 contratos de prestação de serviços de mineração que o grupo tem atualmente. A maioria destes projetos está localizada em África, embora a empresa também tenha atividade na Arménia.
Até agora, os contratos estavam distribuídos por diferentes empresas, algumas ligadas à Mota-Engil África. Com esta mudança, a mineração passa a funcionar de forma autónoma relativamente às principais áreas de engenharia e construção.
A decisão poderá também facilitar uma futura entrada de investidores neste negócio. Em março, o administrador executivo Manuel Mota, que vai presidir à nova empresa, revelou que a abertura do capital era analisada e que já tinham existido contactos de interessados.
A mineração tem um peso importante nas contas da Mota-Engil. Em 2025, esta atividade gerou 732 milhões de euros em receitas e um EBITDA de 216 milhões. O grupo espera ainda aumentar a rentabilidade deste negócio nos próximos anos.

















