O dirigente do PCP Jorge Pires garantiu esta segunda-feira, dia 17, que o processo de digitalização dos exames nacionais “está morto” e acusou o Governo AD de tentar afastar responsabilidades pelos problemas registados nas avaliações, considerando que o caso é um “folhetim que não está terminado”.

Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, o membro da Comissão Política do Comité Central do PCP acusou o Executivo de entrar numa “espiral de passa-culpas”, responsabilizando famílias, professores e escolas pelas dificuldades verificadas. Jorge Pires criticou ainda a realização de um inquérito às escolas, que classificou como uma iniciativa em “tom de ameaça”.

Segundo o dirigente comunista, o Governo procura “limpar uma imagem degradada” e preservar um modelo de correção e classificação que considera falhado, recorrendo a uma “retórica demagógica”. Pires apontou também o adiamento para setembro da reapreciação das provas da segunda fase e a realização de uma terceira fase de exames como sinais de um processo marcado por “trapalhadas e indefinições”.

O PCP defendeu que devem ser tomadas medidas para garantir que cada aluno recebe a classificação correspondente à prova realizada e pode concluir os estudos ou candidatar-se ao ensino superior em condições de equidade.

Jorge Pires contestou, por fim, a garantia do ministro da Educação, Fernando Alexandre, de que nenhum estudante será prejudicado, argumentando que os alunos “já foram fortemente prejudicados” pelos problemas ocorridos desde o início do período de exames.