A Brisa pediu uma indemnização de mais de 1,3 mil milhões de euros ao Estado português por nunca ter explorado uma estrada que não chegou a ser construída. Trata-se da autoestrada de acesso ao futuro Novo Aeroporto de Lisboa.
Num vídeo divulgado nas redes sociais, o PCP afirma que, na sequência da renegociação da concessão realizada em 2008, a Brisa adquiriu o direito de explorar durante 18 anos as portagens da futura ligação rodoviária ao aeroporto. Como o projeto não avançou e a atual concessão termina antes da eventual construção da infraestrutura, a concessionária pretende ser compensada pelos lucros que deixará de obter.
Segundo os comunistas, pela voz de Vasco Cardoso, a Brisa reclama ainda um reequilíbrio financeiro de cerca de 221 milhões de euros devido aos efeitos da pandemia Covid-19.
No mesmo vídeo, o PCP critica o modelo das parcerias público-privadas (PPP): "O risco é público, os lucros são privados. E que ninguém se deixe ir ao engano."
Os comunistas apontam também críticas à existência de antigos governantes em cargos de gestão de concessionárias, referindo nomes como Luís Ferreira do Amaral, António Ramalho e António Pires de Lima, que atualmente integra a administração da Brisa.
Para o PCP, as concessões rodoviárias que terminam até 2035 representam uma oportunidade para o Estado recuperar a gestão das autoestradas, em vez de renovar os contratos atualmente em vigor: "Nos próximos meses e anos, vai decidir-se se o País vai ser extorquido durante as próximas décadas em muitos milhares de milhões de euros ou se vamos resgatar essas concessões e colocar esses recursos ao serviço do desenvolvimento nacional, como defende o PCP."

















