A praga de percevejos no Centro de Formação da GNR, em Portalegre, continua por resolver, segundo a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR). As aulas presenciais foram retomadas esta terça-feira, dia 22, mas, no mesmo dia, 16 formandos tiveram de ser assistidos no hospital com problemas respiratórios e digestivos.
Os formandos começaram a chegar às urgências durante a manhã. A GNR revelou posteriormente que apresentavam episódios de vómitos, diarreia e náuseas. Todos tiveram alta, nenhum ficou internado ou recebeu baixa médica e estão "aptos a continuar" a formação. As causas dos sintomas continuam a ser investigadas.
A situação aconteceu precisamente no regresso de cerca de 400 formandos às aulas presenciais, depois de estas terem sido suspensas na semana passada devido à presença de percevejos em espaços de alojamento e instalações sanitárias.
A GNR garante que foram cumpridos "todos os prazos de segurança e procedimentos de limpeza" após a intervenção realizada nas instalações. A Guarda esclareceu ainda que não utilizou produtos tóxicos nos trabalhos complementares de limpeza, tendo recorrido apenas a vapor de água, e está agora a tentar perceber se existe alguma relação entre os procedimentos realizados e os sintomas apresentados pelos formandos.
Já a APG/GNR garante ter recebido vários testemunhos que indicam que a praga de percevejos não foi eliminada. A associação denuncia ainda relatos da presença de baratas e ratos nas instalações e voltou a pedir uma intervenção urgente.
Eládio de Pinho Rodrigues, dirigente da associação, criticou também a decisão de retomar as aulas, considerando que foi colocada em risco "a saúde destes instruendos". A APG/GNR voltou a comunicar a situação ao Ministério da Administração Interna.

















