Há mais desenvolvimentos no caso do atrelado a envolver o ministro da Administração Interna, Luís Neves, de 61 anos. O diretor de Serviços de Gestão Financeira e Patrimonial da Polícia Judiciária (PJ), Álvaro Pires, terá sugerido que um atrelado com bidões de produtos químicos fosse temporariamente guardado nas instalações da empresa Construbarcelos, pertencente ao empreiteiro João Carvalho, devido à falta de espaço no armazém da PJ, em Tires. A informação foi avançada pela CNN Portugal.

Segundo a mesma fonte, a proposta terá sido posteriormente validada pelo então diretor nacional da PJ, Luís Neves, numa altura em que a instituição enfrentava dificuldades para encontrar uma solução alternativa. A Marinha Portuguesa já havia solicitado a retirada do atrelado das suas instalações, alegando riscos de incêndio e explosão por os produtos permanecerem armazenados ao ar livre.

O caso ganha maior relevância por, em dezembro de 2024, o Ministério Público (MP) ter ordenado a destruição das substâncias químicas. No entanto, essa decisão não chegou a ser executada devido à inexistência de verbas para suportar o processo, prolongando a permanência dos materiais e levantando novas questões sobre a gestão e o armazenamento de produtos potencialmente perigosos.