Os tempos de espera voltaram a disparar este domingo, dia 20, nas urgências hospitalares, com o Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, conhecido como Amadora-Sintra, a registar a situação mais crítica. Pelas 09:45, 44 doentes considerados urgentes aguardavam oito horas e 42 minutos para serem observados por um médico, segundo dados do portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS). No total, encontravam-se 65 pessoas à espera da primeira observação após a triagem.

A demora é particularmente significativa porque os doentes com pulseira amarela, classificados como urgentes, deveriam ser atendidos no prazo recomendado de 60 minutos. O Amadora-Sintra tem enfrentado sucessivos episódios de forte pressão nas urgências, associados, entre outros fatores, à falta de profissionais e à elevada procura. Nos concelhos abrangidos pelo hospital existem cerca de 240 mil utentes sem médico de família, circunstância que aumenta a pressão sobre os serviços hospitalares.

O diretor-executivo do SNS, Álvaro Almeida, já tinha reconhecido, no início de setembro, que os problemas estruturais desta unidade não terão solução a curto prazo.

A situação também era difícil no Hospital de Portimão: 17 doentes urgentes enfrentavam uma espera próxima das cinco horas. Nos restantes hospitais, de forma geral, as esperas para os casos urgentes situavam-se entre 30 minutos e uma hora.