A Polícia Marítima confiscou várias bolas durante uma ação de fiscalização na Azarujinha, em Cascais, numa intervenção que rapidamente gerou discussão nas redes sociais. A medida está relacionada com a proibição de jogos em praias onde estas atividades não estejam autorizadas ou previstas.

Em Portugal, a prática de jogos com bola em zonas balneares pode ser proibida quando representa um risco para a segurança dos banhistas ou interfere com o descanso dos restantes utilizadores. O incumprimento das regras pode resultar em coimas, entre 30 e 100 euros, além da intervenção das autoridades marítimas. A Polícia Marítima justifica este tipo de fiscalização com a necessidade de garantir a convivência entre diferentes utilizadores do espaço público.

A decisão dividiu opiniões online. Alguns internautas defenderam a atuação dos agentes, argumentando que a Azarujinha é uma praia pequena e que os jogos podem incomodar ou até causar acidentes. “A praia é para relaxar e descansar, querem jogar bola vão para uma quadra, um campo”, comentou uma utilizadora. Outro destacou: “Chama-se fazer cumprir a lei. Está escrito no Edital de praia que são proibidos jogos com bola nas praias fora dos locais determinados para o efeito.”

Por outro lado, houve quem considerasse a medida exagerada e questionasse a prioridade da fiscalização. “As bolas apreendem, mas o telemóvel de pessoal que fotografa outras pessoas não, palhaçada”, escreveu um utilizador. Outro criticou a proibição: “Portugal, o país onde é proibido ser feliz.” Alguns defenderam ainda que deveria existir mais tolerância para atividades de lazer, desde que não incomodem os outros banhistas.