Durante o briefing para a imprensa, Luís Montenegro, de 53 anos, revelou que ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os acordos bilaterais com os vizinhos Espanha e Marrocos para o combate às chamas. O primeiro-ministro revelou que o dispositivo português ainda não está esgotado, mas não quer dispersar meios numa altura complicada para o território.
"Vamos ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e também os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos. Não porque a nossa capacidade esteja já esgotada, mas porque nesta circunstância temos todo o território sob risco muito elevado e entendemos que seria mais adequado termos a disponibilidade do reforço vindo dos nossos aliados nesta luta contra o fogo (…) para não termos de deslocalizar meios de umas regiões para as outras", explicou Luís Montenegro, após o Conselho de Ministros, em Guimarães.
"Queremos que todos os meios que estão dispersos pelo território estejam em prontidão imediata caso possam ocorrer necessidades nas zonas onde estão localizados. Normalmente, acionámos este mecanismo quando o dispositivo está todo a ser empenhado, mas nem sempre temos a circunstância que temos desta vez, que é excecional, de todo o território estar a ser afetado da mesma forma", acrescentou.
Portugal Continental encontra-se atualmente em situação de alerta devido ao agravamento severo do risco de incêndios rurais. Quase todo o território enfrenta um perigo máximo ou muito elevado de incêndio, com previsões meteorológicas críticas que motivaram a emissão de avisos vermelhos para 12 distritos. As restrições e o estado de alerta prolongam-se até às 23:59 de segunda-feira, dia 6.
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