O número de imigrantes inscritos na Segurança Social registou uma quebra pela primeira vez nos últimos anos. Os dados do Instituto, divulgados pelo Expresso, mostram que, ao longo de 2025, 162 mil e 252 cidadãos estrangeiros deixaram de constar dos registos, um aumento de 66% face ao ano anterior.
As contas traduzem-se numa média de cerca de 455 cancelamentos por dia. Segundo o semanário, esta saída dos registos pode significar que os imigrantes abandonaram Portugal ou que deixaram de reunir as condições legais para permanecer inscritos no sistema.
Embora os cidadãos brasileiros continuem a liderar em números absolutos, com aproximadamente 60 mil registos anulados durante o último ano, foi entre as comunidades provenientes do subcontinente indiano que se verificou o maior crescimento proporcional de saídas.
Representantes de várias comunidades de imigrantes, citados pelo Expresso, associam esta mudança a diferentes fatores. Entre eles estão o endurecimento das regras de imigração e de acesso à nacionalidade portuguesa, a subida do custo de vida, a dificuldade em encontrar habitação e a decisão de muitos estrangeiros de procurar melhores oportunidades noutros países europeus. Apesar disso, o saldo migratório continua, para já, a ser positivo, uma vez que o número de entradas ainda supera o de saídas.
Ao mesmo tempo, os trabalhadores estrangeiros continuam a reforçar o financiamento da Segurança Social. De acordo com dados divulgados esta sexta-feira, dia 3, pelo Diário de Notícias, as contribuições efetuadas por cidadãos de outras nacionalidades atingiram 1.418,77 milhões de euros entre janeiro e abril deste ano, mais 161,57 milhões do que no mesmo período de 2025.
Aumentaram ainda os valores pagos em prestações e apoios sociais a esta população. Ainda assim, as receitas provenientes das contribuições continuam a ultrapassar largamente a despesa, mantendo um saldo positivo para as contas da Segurança Social.

















