Sebastião Bugalho anunciou a candidatura a vice-presidente do grupo do Partido Popular Europeu no Parlamento Europeu, numa iniciativa que surpreendeu e causou incómodo na família política europeia do PSD.

O avanço contraria a preferência de Manfred Weber pela reeleição de Lídia Pereira, a eurodeputada portuguesa que ocupa uma das vice-presidências, e pode mesmo obrigar a um 'arranjo' nas vice-presidências do grupo.

Na declaração enviada aos colegas, Bugalho apresenta o que ele visivelmente pensa ser um trunfo político: o apoio de Luís Montenegro. Na nota, agradece também o apoio dos portugueses eleitos consigo em 2024, sem esclarecer como se articula esse respaldo com as intenções de Lídia Pereira.

A candidatura introduz, assim, um fator de tensão numa escolha com dimensão portuguesa e europeia. Ao entrar na corrida, Bugalho coloca sobre a mesa uma alternativa à continuidade desejada por Weber, obrigando a gerir sensibilidades dentro da delegação nacional e da direção do grupo.

Para sustentar a ambição, o eurodeputado invoca a experiência como vice-coordenador do PPE na Comissão dos Assuntos Externos e como coordenador das resoluções de urgência, função em que acompanhou 23 sessões plenárias e 69 resoluções.

Bugalho afirma acreditar que não desiludiu nenhum dos 187 colegas e promete reforçar o compromisso nos próximos três anos. Defesa, competitividade, habitação e soberania digital figuram entre as prioridades.