As instituições de ensino superior angolanas contaram com 888 professores estrangeiros no ano académico de 2023/2024, o equivalente a 7,4% do corpo docente nacional. Os cubanos constituem o grupo mais numeroso, com 738 profissionais, seguindo-se os portugueses, com 33, e os brasileiros, com 17.

Os dados constam do Anuário Estatístico do Ensino Superior, segundo o qual Angola tinha 11.947 docentes distribuídos pelas várias instituições. Do total de professores estrangeiros, 131 possuíam doutoramento, 165 mestrado e 442 licenciatura. Entre os portugueses foram contabilizados 12 doutores, 13 mestres e oito licenciados.

Luanda concentra o maior número de docentes universitários, com 4.567, seguida de Benguela, com 1.554. No extremo oposto encontra-se o Bengo, com apenas 62 professores. O relatório revela também uma forte desigualdade entre homens e mulheres: 9.444 docentes eram do sexo masculino e apenas 2.503 do feminino.

No mesmo período, 31.503 estudantes concluíram cursos superiores em Angola. Direito e Enfermagem lideraram entre as áreas com maior número de diplomados. As universidades privadas formaram 16.308 alunos, ligeiramente mais do que os 15.195 diplomados pelas instituições públicas.