Duane Davis, antigo membro de um gangue de Los Angeles, foi considerado culpado pelo homicídio do rapper Tupac Shakur, assassinado a tiro em Las Vegas, em 1996.
Três décadas depois do crime que chocou o mundo da música, o homicídio de Tupac Shakur tem finalmente um culpado. Um júri considerou Duane 'Keffe D' Davis, antigo membro dos South Side Compton Crips, culpado de homicídio qualificado com uso de arma letal.
Davis, que enfrenta prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, conheceu o veredicto na segunda-feira, dia 31 de agosto, depois de apenas algumas horas de deliberação. A sentença será conhecida a 13 de outubro. O arguido já anunciou que pretende recorrer.
A acusação sustentou que Davis organizou o ataque como retaliação pela agressão ao sobrinho, Orlando Anderson, horas antes dos disparos. Segundo o procurador, Davis terá conseguido a arma, reunido o grupo e seguido o carro onde estava Tupac.
O antigo membro do gangue admitiu anteriormente ter estado no Cadillac branco de onde partiram os tiros. Em 2019, num livro de memórias, afirmou ainda que estava no banco do passageiro e que entregou a arma aos ocupantes do banco traseiro, embora nunca tenha identificado o atirador.
A defesa contestou essas declarações, alegando que o livro continha elementos fictícios e que não existiam provas materiais contra o arguido. A arma do crime e o Cadillac nunca foram encontrados.
Tupac Shakur foi baleado em 7 de setembro de 1996, em Las Vegas, depois de assistir a um combate de boxe de Mike Tyson. O rapper morreu seis dias depois, aos 25 anos.

















