O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de 80 anos, anunciou esta segunda-feira, dia 14, que a Ucrânia e a Rússia aceitaram deixar de atacar as infraestruturas energéticas uma da outra, numa nova tentativa de reduzir a escalada do conflito.

"A Ucrânia aceitou não atacar alvos energéticos russos. A Rússia aceitou fazer o mesmo", afirmou Trump numa publicação nas redes sociais. O líder norte-americano acrescentou que a guerra entre os dois países é a principal responsável pelo aumento do preço do gasóleo a nível mundial.

O anúncio surge num momento de forte recrudescimento dos ataques entre as forças russas e ucranianas. Esta segunda-feira, 14, pelo menos cinco pessoas morreram em dois ataques russos contra a Ucrânia. Na província de Chernihiv, no norte do país, três pessoas morreram e sete ficaram feridas depois de um ataque contra armazéns de uma empresa agrícola na cidade de Pryluky. As autoridades ucranianas classificaram o ataque como um novo ataque contra infraestruturas civis e denunciaram-no como um possível crime de guerra.

Outras duas pessoas morreram num ataque com mísseis balísticos contra a fábrica da ArcelorMittal em Kryvyi Rih, no sudeste da Ucrânia. A empresa informou que dois trabalhadores contratados morreram e outros dois ficaram feridos. O ataque, o segundo contra as instalações desde agosto, interrompeu a produção primária de aço, enquanto as equipas avaliam os danos e os trabalhos necessários para retomar as operações.

O entendimento anunciado por Trump acontece depois de uma recente visita de enviados norte-americanos à Rússia e à Ucrânia, numa tentativa de desbloquear as negociações diplomáticas. Apesar da iniciativa, os ataques dos últimos dias evidenciam a fragilidade da situação no terreno. A guerra entre os dois países dura desde fevereiro de 2022, quando Vladimir Putin ordenou a invasão da Ucrânia.