A administração norte-americana deu mais um passo na estratégia de pressão máxima sobre Cuba, ao anunciar novas sanções contra o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro e considerado uma das figuras mais influentes do aparelho de segurança e informações da ilha. As medidas foram anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e integram uma ofensiva mais ampla da Casa Branca contra o regime cubano.
Além de Díaz-Canel e de Alejandro Castro, as sanções atingem também outros elementos da elite dirigente cubana, incluindo familiares próximos da histórica família Castro e várias entidades ligadas ao Estado, entre elas estruturas militares e organismos de controlo político. As medidas implicam o congelamento de eventuais ativos sob jurisdição norte-americana e proíbem cidadãos e empresas dos EUA de manterem relações financeiras com os visados.
A decisão surge numa altura em que a administração de Donald Trump tem vindo a endurecer significativamente a sua política para com Havana. Nos últimos meses, Washington reforçou o embargo económico, ampliou as restrições a empresas estrangeiras com interesses em Cuba e intensificou a pressão sobre os setores da energia, defesa e segurança do país.
Alejandro Castro Espín, apontado como o verdadeiro coordenador dos serviços de inteligência cubanos, é visto por Washington como uma peça central da estrutura de poder que sustenta o regime. A sua inclusão na lista de sancionados representa um sinal claro de que os Estados Unidos pretendem atingir não apenas os líderes políticos visíveis, mas também os responsáveis pelos bastidores do aparelho de segurança cubano.
Havana reagiu de imediato, classificando as novas medidas como uma demonstração de “intervencionismo” e uma tentativa de agravar as dificuldades económicas enfrentadas pela população cubana. As relações entre os dois países atravessam atualmente um dos períodos mais tensos das últimas décadas, num contexto marcado por escassez de energia, falta de bens essenciais e crescente contestação social na ilha.

















