A sociedade Avenidas Flutuantes, Unipessoal, Lda., constituída em setembro de 2021 e com sede em Setúbal, encontra-se com a atividade considerada suspensa desde 29 de junho de 2023, apurou o 24Horas.

A empresa, que tem um capital social de 50 mil euros, é detida a 100 por Vítor Henrique de Oliveira Shimada, que exerce igualmente as funções de sócio-gerente e representa sozinho a sociedade.

Embora tenha como atividade principal registada o transporte marítimo de mercadorias, o objeto social é bastante abrangente, incluindo ainda transporte rodoviário, logística, armazenagem, aluguer de veículos pesados, comércio por grosso e a retalho, importação e exportação de diversos produtos, bem como serviços de marketing e consultoria.

Segundo o que o 24Horas soube, a empresa não celebrou contratos públicos, não beneficiou de fundos ou subsídios públicos e não registou alterações relevantes na sua estrutura societária ao longo dos últimos 12 meses.

O único ato societário publicado desde a constituição corresponde precisamente ao registo da criação da empresa, em setembro de 2021, não existindo referência a outras alterações posteriores. O documento conclui que a sociedade permanece atualmente inativa, mantendo, contudo, o registo comercial e a estrutura acionista original.

O nome de Victor Shimada(na foto), o dono da Avenidas Flutuantes, já era conhecido no Brasil por constar da investigação ao chamado caso VaideBet/Corinthians. O Ministério Público de São Paulo acusa-o de branqueamento de capitais, sustentando que a empresa Victory Trading terá sido utilizada para movimentar verbas relacionadas com alegados desvios de dinheiro do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet.